Estamos em pleno século 21, era onde o conhecimento e a tecnologia são destacados; onde as mudanças acontecem muito rapidamente e a atualização é uma exigência no mercado de trabalho. Essa realidade não é típica do empreendimento capitalista. Ela permeia, também, no modo de produção coletiva, nos empreendimentos da economia solidária geridos pelos próprios trabalhadores – nas suas demandas administrativas e tecnológicas.

Seguindo a metodologia de exercícios práticos e simulações realizadas nas etapas anteriores, esta terceira etapa do Curso de Gestão e Viabilidade Econômica foi mais um momento de aprendizado, possibilitando aos 22 participantes conhecimentos sobre conceitos e técnicas de como melhorar a gestão, bem como reflexões sobre o ritmo das pessoas e dos grupos durante o curso, fazendo que estes entendam a necessidade de mudanças reais na rotina de seus empreendimentos, a partir de uma melhor organização através de práticas simples e adequadas.

Os temas discutidos nesta etapa foram a contabilidade e do Plano Financeiro, abordados pelo assessor Eduardo Rocha, do Cepagro, que trouxe o conteúdo para  prática através de exercícios. Os subtemas tratados foram: o uso do livro-caixa; controle das contas a pagar/receber e bancárias; demonstrativo de resultados; investimento inicial; capital de giro; depreciação dos equipamentos; cálculo dos custos de produção; determinantes de preço de venda; indicadores de viabilidade.

O objetivo desse módulo foi municiar os empreendimentos com os conhecimentos necessários para uma melhor análise, tomadas de decisões mais acertadas e atuação com clareza no controle financeiro.

O autoaprendizado continua sendo muito importante; aquilo que se aprendeu “fazendo” é, certamente, o que de melhor se faz. Assim, aplicar os conhecimentos adquiridos anteriormente e relacioná-los a novos conhecimentos, é descobrir novas tecnologias na prática; é desenvolver-se sem perder o senso e a perspectiva do equilíbrio entre as práticas autogestionadas, a democrática e a colaboração solidária.