8 de março – Dia Internacional da Mulher

A Cáritas Brasileira, em suas ações, sempre valorizou as relações de gênero e o papel da mulher na construção de um mundo mais justo. O resultado disso está configurado em nossa própria rede. De quase 10 mil voluntários, 65% são mulheres. Além disso, a força feminina representa 80% de todo quadro de agentes da Rede Cáritas no Brasil. A mulheres também são responsáveis pela coordenação de seis dos 13 escritórios (regionais e secretariado nacional) espalhados pelo Brasil.

A Cáritas busca ser espaço de construção coletiva de novas relações entre mulheres e homens, reconhecendo as diferenças e assumindo a perspectiva da complementaridade solidária. Cada ação desenvolvida é baseada em relações de equidade entre mulheres e homens e de ampliação dos espaços e empoderamento das mulheres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA agricultora Maria Nilse Oliveira Bezerra, de 52 anos é testemunha disso. “Estava sendo perdido o caju, a goiaba e a manga. Por causa disso, nos juntamos e decidimos fazer a polpa do caju, que era a fruta mais desperdiçada. Quando nós decidimos nos juntar, procuramos o pessoal do Projeto Raízes pra eles nos organizarem”, contou. Com a implantação do Projeto Raízes, em 2008, a Cáritas se propôs a executar ações integradas com famílias, associações e organizações rurais para promover melhores condições de vida na região do semiárido em estados como Alagoas e Paraíba, e assim tornar possível a permanência de mulheres e homens na região. O projeto é desenvolvido pela Cáritas Brasileira Nordeste 2.

A Cáritas Brasileira, no decorrer de sua história, tem trabalhado com as mulheres em diversas perspectivas, seja na organização de grupos, na formação de lideranças, no incentivo ao voluntariado, na promoção de oficinas de capacitação e geração de renda ou na realização de encontros de integração. Essas ações potencializam a reflexão de muitas temáticas pertinentes ao dia a dia das mulheres como o combate a violência, preservação ambiental, prevenção ao estresse, saúde da mulher, participação política e cidadã, alimentação saudável, autoestima, gênero e emancipação econômica e inserção das mulheres no mundo do trabalho.

6. Marizete Garbin

“Se alcancei o que alcancei hoje foi por meio da Cáritas, ela se resume em ajuda, em estimulo ao crescimento, em construção do amor. A partir da Cáritas minha vida mudou. Minha família, meu trabalho, minha convivência com as pessoas, tudo melhorou”, contou Marizete Garbin, do grupo de Economia Popular Solidária Biscoitos Garbin, no Rio Grande do Sul.

Somos mais de oito mil mulheres seguindo a nossa missão de “testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo a vida e participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social”.

Assista ao vídeo que fizemos em homenagem a todas as mulheres.