Os “Gritos” das comunidades foram levados pelos agentes de pastoral ao Seminário Regional das Pastorais Sociais, realizado entre os dias 25 e 27, em Rio do Oeste, no alto vale do Itajaí. O objetivo foi, com base nesses “gritos”, refletir e aprofundar a missão e a atuação das Pastorais Sociais em Santa Catarina.


Participaram 45 lideranças, representantes de pastorais e organismos do Regional Sul 4 (Foto: Rodrigo da Silva/PJ) 

O professor Ivo Theis, economista e pesquisador da Universidade Regional de Blumenau, discorreu sobre a realidade catarinense. Ele lembrou o aumento das terceirizações no setor produtivo, com ataque aos direitos trabalhistas, a perseguição aos índios e o desrespeito ao meio ambiente, em especial pelo setor extrativista.

Como uma das soluções para a degradação social e econômica ele apontou a economia solidária.

— É preciso que os próprios trabalhadores passem a gerir sua produção e sua economia. Existe um projeto em gestão que tem sido chamado de Economia Solidária que contempla a participação das pessoas na gestão, organização e visibilidade do seu próprio trabalho —, afirmou.

Em outra análise, irmã Delci Franzen, assessora nacional das Pastorais Sociais, ressaltou que cabe à igreja três grandes tarefas, o anúncio da palavra, a celebração dos sacramentos e o serviço da caridade.

Ela também abordou a história, a missão, a mística e a sustentabilidade das Pastorais Sociais.

O seminário contou com a participação de 45 lideranças, representantes de pastorais e organismos do Regional Sul 4 da CNBB, bem como dos fóruns diocesanos das pastorais sociais.

 

Por Marcelo Zapelini, CNBB Sul 4.