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O movimento da Economia Solidária tem como uma das principais bandeiras, a contínua construção de espaços públicos de participação, buscando através de diálogos com o poder público a criação desses espaços.

Nessa perspectiva, alguns avanços sendo alcançados nas parcerias com o Poder Público e um exemplo é a iniciativa de Porto Belo, na Grande Florianópolis, que criou a Secretaria de Participação Social e Cidadania, nova responsável pela organização da Economia Solidária no município.

Entre as iniciativas da secretaria recém criada, destacam-se o permanente acompanhamento dos grupos da região, a aproximação com parceiros como a Cáritas para atividades de formação, a organização do Fórum Municipal de Economia Solidária, a garantia de novos espaços permanentes de comercialização dos produtos, além de espaços em eventos turísticos da região.

É a continuidade da semente plantada pelo projeto Fortalecendo Experiências de Economia Solidária (FORTEES) na região, que trabalhou, tanto na organização dos grupos, quanto na formação dos gestores públicos na perspectiva de fortalecer as políticas públicas de economia solidária locais.

O município de Porto Belo apresenta um quadro que se assemelha a muitos outros municípios brasileiros, com um numero grande de artistas e artesãos que desenvolvem atividades diversas e que veem nessa atividade uma alternativa de gerar trabalho e renda de forma sustentável, com foco na perspectiva da melhoria das condições de vida.

“A maior das conquistas é a valorização dos seres humanos simples e comuns das comunidades que se transformaram em artistas, produtores, empreendedores e multiplicadores da solidariedade humana. Uns ajudam os outros, uns colaboram com os outros, uns auxiliam os outros nesta construção de uma nova economia e de uma nova história solidária em Porto Belo”, comenta o professor e psicólogo Luciano Estevão, secretário de Participação Social e Cidadania.

O empoderamento através da economia solidária

Ao longo dos séculos a história brasileira foi construída sob uma lógica de possessões, onde a aliança construída entre poder econômico e político gerou uma das mais injustas sociedades do mundo.

Como reação a esse processo de desenvolvimento que exclui, crescem as formas de geração de trabalho e renda apoiada em atividades informais.

Uma das propostas que vem se destacando na perspectiva de geração de renda e oportunidade de trabalho são as iniciativas de Economia Solidária. São grupos, associações, cooperativas ou empreendedores individuais – são sujeitos que desenvolvem diferentes atividades nas áreas de confecção, de alimentação, do artesanato, de serviços e de reciclagem.

Em muitos municípios brasileiros as iniciativas de caráter solidário já estão na pauta das agendas de governo. No entanto, nem sempre correspondem às necessidades; não fortalecem e nem desenvolvem iniciativas além do assistencialismo.