Resgatar a agroecologia como modo de viver, produzir e comercializar, além de debater sobre o trabalho coletivo na geração de renda baseada na Economia Solidária. Estes foram os objetivos da oficina de Horta Comunitária realizada pela Cáritas, ontem, 14, em Morro da Fumaça.

A oficina contou com a assessoria da socióloga e mestra em Educação e Extensão Rural, professora Kátia Batista e do técnico agrícola e acadêmico de Agronomia, Leôncio Koucher, que trabalharam os seguintes temas: história da agricultura, os impactos da agricultura convencional e o cultivo de hortas orgânicas.

Para a assessora, a busca de uma agricultura menos dependente de insumos químicos é fundamental para o desenvolvimento sustentável. “É preciso conciliar as necessidades econômicas e sociais da população humana com a preservação de sua base natural, de relações menos predatórias com o ambiente. Resgatando formas de uso da terra”, afirma Kátia.

Para a moradora do bairro Progresso de Criciúma, Marlene de Andrade Cruz,  a oficina reavivou um sonho. “Acredito que é possível realizar o sonho de ter uma horta comunitária em nosso bairro e ainda ajudar na renda familiar”, comentou a moradora.

Ao final da oficina, houve troca de sementes crioulas e mudas levadas pelo Movimento de Mulheres Camponesas de Morro da Fumaça. Estiveram presentes na oficina 25 pessoas do meio rural e urbano de Morro da Fumaça, Criciúma e Içara.

A oficina é uma das atividades do projeto Fortalecendo Experiências de Economia Solidária em Santa Catarina, promovido pela Cáritas Brasileira Regional e patrocinado pelo Programa Desenvolvimento e Cidadania da Petrobras.

 

Morgana Rosso, jornalista e articuladora local na região de Criciúma.

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