Passado um mês, as chuvas, enchentes e inundações que assolaram a região serrana do Rio de Janeiro deram uma trégua e as comunidades afetadas começam a recompor os estragos deixados pela tragédia.

Em visita às dioceses de Petrópolis e Nova Friburgo e às regiões atingidas nos últimos dias 25 e 26, o Assessor para Emergências da Cáritas Brasileira, José Magalhães, além de levar palavras de solidariedade de toda rede Cáritas aos atingidos, propôs somar esforços para identificar as prioridades e estabelecer um plano de trabalho a curto, médio e longo prazo.

Já dom Fillipo ressaltou que com o passar o tempo, as doações começam a diminuir e, devido à volta às aulas e ao trabalho, o número de voluntários também cai consideravelmente. Outra preocupação destacada foi o alto índice de desemprego que surgiu após a tragédia. “Muitos que trabalhavam no comércio, em hotéis e sítios que foram totalmente devastados, perderam suas fontes de renda.”

Em encontros com dom Fillipo Santoro e dom Edney Mattoso, bispos das dioceses de Petrópolis e Nova Friburgo, respectivamente, foi constatado que toda a região atingida está bem abastecida. “Recebemos toneladas e mais toneladas de mantimentos de todo Brasil. Já não estamos mais arrecadando roupas porque já não temos mais para onde mandar”, comentou Dom Edney Mattoso.

De acordo com Magalhães, neste primeiro contato ficou afirmado que uma equipe local será montada para atuar na região durante todo o ano de 2011. “Passada a fase emergencial, temos que ver em que vamos atuar. Se vamos atuar na recuperação de pequenos empreendimentos, se vamos construir habitações. As equipes terão que identificar essas necessidades”, explicou.

Estarão envolvidos neste trabalho a curto, médio e longo prazo a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e as Dioceses de Petrópolis e Nova Friburgo.

Até o momento, as dioceses já distribuíram cerca de 650 toneladas de donativos e são responsáveis pela maior parte dos abrigos da região. Somente em Nova Friburgo, dos 73 abrigos cadastrados na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, 45 são mantidos pela igreja.

O padre Manuel Manangão, presidente da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e responsável pelo Vicariato da Ação Social da Arquidiocese – também envolvida nos trabalhos aos atingidos -, acompanhou José Magalhães em todas as visitas realizadas.

Foto: Gustavo de Oliveira – Arquidiocese do Rio de Janeiro
Assessoria de Comunicação Cáritas Brasileira