APRESENTAÇÃO
A Ação Social Arquidiocesana – ASA, fundada em 17/11/1960, é uma associação civil, filiada a Cáritas Brasileira, sem fins lucrativos e econômicos, e que enquanto entidade de Assistência Social tem por finalidade desenvolver seus serviços, programas, projetos através de Assessoramento aos beneficiários da LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social) e Defesa e Garantia de Direitos de forma gratuita, continuada, permanente e planejada.Atua, prioritariamente, nos 30 municípios que compõem a Arquidiocese de Florianópolis.

Em colaboração com outras entidades congêneres e movimentos sociais populares, estende sua prática social a outras regiões do Estado de Santa Catarina.

A ASA constrói sua identidade e seu sentido social, procurando contribuir nos processos de transformação e desenvolvimento da sociedade, com base em parâmetros éticos, que conduzam à defesa da vida plena para todos, à vivência da justiça e da solidariedade.

História

O início dos trabalhos de promoção humana na Arquidiocese de Florianópolis

Em 17 de novembro de 1960, a Arquidiocese de Florianópolis aprovou em sua Assembléia de Pastoral a criação da Ação Social Arquidiocesana (ASA), com o principal objetivo de coordenar as obras sociais da Arquidiocese; não só as de assistência social, mas também de educação de base e de promoção humana. Embora criada em 1960, o primeiro presidente foi Dom Afonso Niehues, Arcebispo de Florianópolis desde 1965.

Antes disso, eram poucas as paróquias com trabalhos sociais organizados, destacando- se a Ação Social São Luiz Gonzaga de Brusque (1949), a Assistência Social São Luiz da Agronômica (1950) e a Ação Social da Trindade (1955). Agora, essas entidades podiam potencializar seus trabalhos a partir da assessoria e do apoio técnico da ASA na sua organização interna. Apesar de ser apenas o início de uma organização arquidiocesana, já se percebia no âmbito da Arquidiocese uma presença forte de trabalhos sociais que eram assumidos pelas congregações religiosas. Essas iniciativas eram basicamente de amparo aos menores abandonados e crianças órfãs, em sistema de internato. As ações desenvolvidas pela ASA na década de 60 passaram a focalizar a promoção humana: cursos profissionalizantes e cursos de afazeres domésticos, tais como: cozinha, higiene, costura e pintura. O convênio firmado com a Legião Brasileira de Assistência Social (LBA) fortalecia a execução desses serviços nas comunidades.

No mesmo período, a ASA também assumia o programa Aliança para o Progresso, que no Brasil era executado pela Cáritas Brasileira. Tratava-se, então de organizar a distribuição de alimentos provenientes dos Estados Unidos.

Para que, juntos, possamos fazer memória dessa história, vamos relembrar fatos e situações importantes que marcaram a história da ASA e das Ações Sociais Paroquiais. Para isso, solicitamos às pessoas que participaram dessa história e que ainda estejam atuando em nossa Arquidiocese, que compartilhem conosco sua vivência, através de fotos, depoimentos ou símbolos que marcaram o período.

Do Emergencial à Promoção Humana

Durante a década de 70, a Ação Social Arquidiocesana deu grandes passos no fortalecimento do seu trabalho. Esse período foi momento forte de organização de grupos, de ações sociais e no serviço de caridade, resultado de sua interação com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e da efervescência da atuação leiga. Foi a época em que se destacou a “opção preferencial pelos pobres”, a partir da aprovação dos documentos de Medellín (1968) e Puebla (1979).

O Projeto “Mensageiro da Caridade” iniciou no ano de 1975, com sede no local onde atualmente funciona a Cúria Metropolitana de Florianópolis. O objetivo principal do projeto era a arrecadação e a comercialização de roupas e móveis, o que se tornou um marco na história da ASA.

No final dessa década, a ASA firmou convênio com a “Misereor”, entidade católica da Alemanha de cooperação internacional, podendo ampliar seus trabalhos com grupos de mães, gestantes, idosos, creches e grupos de complementação da renda familiar.

A Promoção Humana nas Lutas Sociais

Na década de 80, a Ação Social Arquidiocesana (ASA) teve forte atuação na luta pela ampliação dos direitos sociais. O foco de sua atuação nesse período foi a organização comunitária e a articulação com outros setores da sociedade, em vista da criação de processos educativos de tomada de consciência coletiva.

Marca da atuação da ASA nessa década foi o acompanhamento às crianças de rua e da periferia, exercendo papel articulador no Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua. Nessa época, iniciou o surgimento dos projetos de geração de trabalho e renda nas comunidades em que a ASA atuava, como resultado de seu trabalho de organização comunitária.

Com o fim do convênio com a LBA (Legião Brasileira de Assistência), órgão do Governo Federal, a ASA redefine sua atuação e passa a realizar o trabalho de assessoria junto às Ações Sociais Paroquiais, que desenvolviam projetos sociais nas comunidades, além de orientar outras que estavam em processo de consolidação jurídica.

Além de sua função de acompanhamento a projetos sociais comunitários, a ASA também atuou, e ainda atua, nas situações de emergência. Ainda nesse período da década de 80, a ASA promoveu uma grande campanha de solidariedade com as paróquias da Arquidiocese em apoio aos flagelados da enchente de Blumenau.

A Luta na consolidação dos direitos sociais

Após o período de redemocratização do país, a ASA atuou fortemente na construção de políticas públicas relacionadas às suas áreas de atuação, como foi a aprovação do Estatuto dos Direitos da Criança e Adolescente em 1990 e do Estatuto da Pessoa Idosa em 2003.

Na década de 90 a ASA assume o trabalho por linhas de atuação, sendo elas: criança e adolescente, idoso, pastoral da saúde, geração de trabalho e renda e ações socais paroquiais. Através da continuidade do convênio com Misereor dispõe de uma equipe técnica contratada para o desenvolvimento do seu trabalho, além de ser campo de atuação para diversos estagiários das universidades que manteve convênio. Em 1992, seu Plano de Ação apresentava atendimento a 32 (trinta e duas) Obras Sociais, vinculadas a 06 (seis) programas, aos quais realizava acompanhamento sistemático.

Essa década é marcada por um novo quadro na educação para o exercício da cidadania, que inclui a participação popular, e propõe a ruptura com a passividade relativa às questões que envolviam o conjunto da sociedade. Dada a situação de organização política do país, a ASA prioriza sua intervenção em políticas públicas e, em conjunto com outras entidades da sociedade civil, passa a atuar nos espaço de exercício do controle social.  Por isso, a ASA participou (e participa) de diversos conselhos e fóruns, entre eles: da criança e adolescente, idoso, saúde, assistência social e economia solidária.

No final da década de 90 a Arquidiocese de Florianópolis criou o Fundo Arquidiocesano de Solidariedade (FAS), que é composto com recursos da Coleta da Solidariedade, e que visa apoiar projetos sociais e de geração de trabalho e renda que apontem para a superação das estruturas de pobreza e injustiça social. Com a implantação do FAS houve a ampliação e qualificação de projetos e programas sociais realizados nas comunidades.

Missão: Atuar e potencializar as Ações Sociais, por meio de assessoria e acompanhamento, fortalecendo a promoção e defesa dos direitos e políticas sociais, na construção de uma sociedade justa, democrática, solidária, sustentável e plural.
Visão: Ser reconhecida enquanto entidade de assessoria qualificada com metodologia e dinâmica de trabalho em rede, aprimorando e ampliando a sua visibilidade e sustentabilidade.
Valores:

ETICA – incide em atuar com princípios de justiça, pautado em valores que promovam o bem comum e a defesa dos direitos humanos, respeitando as pessoas com quem interage.
DEMOCRACIA – implica numa relação coletiva, participativa, horizontalizada com contribuição e responsabilidade de todos.
SOLIDARIEDADE – para além do ato de ajudar, de fazer algo, é um principio inerente e continuo de vida, e que permeia a justiça, os direitos, o respeito, irradiando-se para o meio ambiente.
RESPEITO – aceitar a diversidade, diferenças culturais, de gênero, etnia, geração, crenças, entre outras.
TRANSPARÊNCIA – ato de publicizar quem somos, o que fazemos, em que e como investimos e com quem interagimos.
JUSTIÇA, CIDADANIA e DIREITOS – elementos que se complementam para a efetivação e garantia dos direitos, para assegurar a promoção e a dignidade humana.
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL – ação humana que gere menor impacto ao meio ambiente entendendo o planeta como casa de todos e que merece cuidados para a manutenção da vida e das futuras gerações.
PROTAGONISMO – participação ativa e autônoma nos espaços de interação e inserção social.

Objetivos:

a)       Prestar assessoramento às ações sociais no que se refere a estrutura e organização, à formação, à elaboração de projetos, à captação de recursos bem como a outras ações voltadas ao aprimoramento e adequação das entidades de Assistência Social à Política Nacional de Assistência Social;

b)       Desenvolver trabalho em Rede com vistas ao fortalecimento, ampliação e unificação da  Rede de trabalhos Social da Arquidiocese de Florianópolis;

c)       Desenvolver suas ações em consonância com a Política Nacional de Assistência Social, com as diretrizes da Cáritas Brasileira e demais legislações pertinentes.

d)       Prestar assessoramento voltado prioritariamente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das organizações de usuários, desenvolvendo formações e capacitações de lideranças, dirigido ao público de assistência social.

e)       Atuar de forma permanente e planejada na defesa e efetivação dos direitos socioassistenciais, contribuindo na construção de novos direitos, promovendo a cidadania e enfrentando as desigualdades sociais, articulando-se com órgãos públicos de defesa de direitos, dirigidos ao público de assistência social.

f)        Ampliar a consciência ambiental e compromisso com o desenvolvimento solidário e sustentável, promovendo iniciativas locais.

g) divulgar os trabalhos no campo social.

h) Promover eventos culturais, artísticos, religiosos e turísticos em vista do desenvolvimento solidário e sustentável.

GESTÃO

Diretoria
Presidente: Pe. Mario Sérgio do Nascimento
Vice-presidente: Sandra Schilichting
1.º Secretária: Leda Cassol Vendrúsculo
2.ª Secretária: Maria Inês Clasen
1.º Tesoureiro: Diácono Renato Ghellere
2.º Tesoureiro: Djalma Lemes
Conselho Fiscal: Pe. Siro Manoel de Oliveira, Sr. Antonio José de Souza e Sr. Paulo Schimidt.
Suplentes: Maria Elisabeth da Silva, João Carlos da Costa e Sra Ivone Martins.

Equipe Executiva

Carla Cristiane de Oliveira Guimarães
Fernando Anísio Batista
Inês Jalcira de Souza
Maria Antonia Carioni Carsten
Simone Aparecida Marcelino de Jesus
Mirian Abe

Diretrizes de Ação:

Diretriz 1: FORTALECIMENTO DA REDE ASA/Cáritas
OBJETIVO: Instituir a metodologia do trabalho em rede, oferecendo assessoria e consultoria, aprimorando o trabalho das Ações Sociais em direção a organização e desenvolvimento comunitário.

Diretriz 2: ACESSO E CONTROLE SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
OBJETIVO: Contribuir no processo de ampliação do acesso às políticas públicas e garantia dos direitos, promovendo a participação qualificada da Rede ASA/Cáritas nos espaços de controle social.

Diretriz 3 : DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO E SUSTENTÁVEL – DSS-T
OBJETIVO: Ampliar a consciência ambiental e compromisso com o desenvolvimento solidário e sustentável, promovendo iniciativas locais

Diretriz 4: SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA
OBJETIVO: Garantir a sustentabilidade organizacional da rede ASA, ampliando a rede de parceiros e investidores para o desenvolvimento dos projetos sociais.

Programas e Projetos em Andamento

Programa de Desenvolvimento e Organização Comunitária:

A partir do diagnóstico aplicado em 2010, identificaram-se níveis diferenciados de atuação e organização das ações sociais. A partir destes elementos, a ASA elaborou uma proposta de atuação que está em fase de construção junto com algumas ações sociais. Nesta proposta, a ASA fará um investimento junto às entidades, no sentido de constituir processos diferenciados de atuação, o que servirá de demonstração metodológica para que o conjunto da Rede ASA possa avançar na adequação e ampliação de sua atuação. Para isso, a ASA continuará desempenhando o acompanhamento que consiste no aprimoramento aos programas, na gestão e na formação de voluntários. A base desta proposta é o fortalecimento das Redes Locais, tendo como tarefa a integração das ações em determinada comunidade e o desencadeamento de iniciativas de desenvolvimento comprometido com o protagonismo e a organização de seus moradores, especialmente aqueles em maior vulnerabilidade social. Diante disso, o desenvolvimento comunitário proposto anseia pela conquista de melhores condições de vida nas comunidades, de forma integral. Para isso, não basta acrescentar bens e serviços públicos, ou mesmo criar alternativas de trabalho e renda. É necessário criar processos sociais que transformem os sujeitos envolvidos, fortalecendo seu sentimento de pertença à comunidade em que vivem.

O programa busca fortalecer as relações com a comunidade,  desenvolvendo ações de forma organizada, sistemática e participativa que visem a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Trata-se de uma experiência piloto com a perspectiva de ser ampliada para o conjunto da Rede ASA.

Projeto: “Fortalecendo as Experiências em Economia Solidária de Santa Catarina”

A Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina começou a executar em janeiro de 2011 o projeto “Fortalecendo Experiências de Economia Solidária em Santa Catarina”. Este é um projeto patrocinado pela Petrobras, após ter sido aprovado na Seleção Pública de Projetos 2010 do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania.

O projeto visa contribuir com a viabilidade econômica dos empreendimentos de economia solidária, principalmente os acompanhados pela Cáritas em Santa Catarina. O ponto de partida é que diante das condições de vida precárias e excludentes em que passam determinados grupos sociais em Santa Catarina, a economia solidária possa gerar trabalho e renda, cidadania, protagonismo social, político e econômico.

Na Arquidiocese de Florianópolis participam do projeto 10 empreendimentos de economia solidária na primeira etapa do projeto com duração de dois anos.

Ao final deste projeto, o projeto pretende ter oferecido formação para pelo menos 60 EES e criado outros 15. No plano de ação estão previstas ainda atividades como formações sobre gestão, contabilidade e autogestão, visitas de acompanhamento, feiras, oficinas de hortas comunitárias, sementes crioulas, de plantas medicinais e de comunicação social. O público beneficiado diretamente pelo projeto é de pelo menos 1.340 pessoas.

Projeto “Gestão de Risco e Desastre”

O planeta vem sofrendo as conseqüências de um desenvolvimento que provoca a devastação da natureza e do consumo desenfreado. A terra está dando seu grito, fazendo sua profecia através de enchentes, terremotos, furacões, ondas de calor e de frio insuportáveis, entre outros fenômenos naturais nunca vistos antes. O que fazer diante dessas situações? Como dar respostas à tantos desafios que nos parecem sair do controle?

A rede Cáritas Brasileira vem desenvolvendo sua atuação nesse campo há muitos anos, e a cada nova intervenção direta vem manifestando a necessidade de aprimorar-se nessa área, haja vista que todo evento traz consigo novas consequências e compreensões da realidade social.

A Ação Social Arquidiocesana (ASA), ao longo de seus 50 anos, também vem desenvolvendo sua atuação junto a população catarinense nas situações de desastre, citamos aqui as duas grande enchentes ocorridas na cidade de Blumenau /SC nos anos de 1982 e 1983, e recentemente em 2008 na região do Vale do Itajaí. Nessa última, a ASA percebeu a necessidade de ampliar sua atuação nessa perspectiva. Mais do que intervir nas ações de resposta com arrecadações e doações de mantimentos, faz-se necessário uma ação que proporcione prevenção, preparação, resposta e reconstrução.

Para tanto o objetivo da ASA com o Projeto de Gestão de Risco e Desastres é capacitar as entidades membros e líderes comunitários, por ela identificados para estarem atuando nessas situações. Compreendendo o protagonismo das pessoas envolvidas nesse contexto.

O Projeto de Gestão de Risco e Desastres prevê entre suas ações; capacitação técnica das entidades membros em administração de desastres, articulação e fortalecimento dos vínculos com a Defesa Civil, Plano de Contingência e um Seminário para socialização dos conhecimentos adquiridos pelos capacitados envolvendo toda a sociedade civil e governamental no debate.

Curso de Formação para Conselheiros

Nas assessorias e acompanhamentos as Ações Sociais percebe-se que a formação continuada é fundamental para que a atuação das entidades nos seus municípios resulte em ações concretas de efetivação e ampliação dos Direitos Sociais.

Desde 2008 a ASA vem investindo na formação em políticas públicas, com o objetivo de possibilitar maior conhecimento sobre a Política Nacional de Assistência Social, já que as entidades filiadas a ASA são relacionadas a esta política.

Neste ano, a ASA em parceria com a Cáritas Brasileira Regional de Santa Catarina está promovendo o Curso de Formação para Conselheiros tem por objetivo aprofundar e ampliar conhecimento sobre as Políticas Sociais Públicas buscando qualificar a representação da Sociedade Civil.


Para mais informações acesse: http://arquifln.org.br