No final de outubro (27 e 28) novos grupos de Economia Solidária das regiões de Florianópolis, Tubarão e Criciúma participaram do Curso de Economia Solidária do projeto Fortalecendo Experiências de Economia Solidária em Santa Catarina – FORTEES promovido pela Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina e executado em parceria, nessas regiões, com a Ação Social Arquidiocesana de Florianópolis e Cáritas Diocesanas de Tubarão e Criciúma. O projeto FORTEES é patrocinado pelo Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras.

Da Região de Criciúma, participaram do curso para os novos grupos: Mundo dos Sabores, Mamãe Coruja, Artesanato Colônia de Pescadores e Artecri. Além de representantes do grupo Recriarte, que partilharam a trajetória do grupo, desafios e alegrias com os participantes. O EES participa do curso de Gestão e Viabilidade Econômica do Projeto Fortees.

A região de Tubarão esteve presente com 12 novos participantes de 05 EES que estão sendo acompanhados pelo Projeto Fortes buscam implementar o Plano de negócios em suas ações. Diversas são as propostas de produção: horta comunitária, padaria, artesanato, reaproveitamento de óleo com produção de sabão. Sabonetes, etc. Também esteve presente o grupo Artes do Mar, realizando uma bela apresentação sobare o histórico de seu EES, bem como sua organização. Da região de Florianópolis participaram representantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Tijucas e artesãos de Garopaba.

Além dessas regiões, Chapecó, Caçador, Rio do Sul e Lages realizaram em agosto o Curso de Formação para novos grupos de Economia Solidária. Na oportunidade, cerca de 50 novos integrantes de grupos participaram da atividade que também tinham oficinas de Gestão, Comercialização, Finanças Solidárias e Marketing e mercado.

Abaixo a poesia feita durante o encontro envolvendo as regiões de Caçador, Chapecó, Rio do Sul e Lages que representa as angústias e desafios do trabalho dos catadores de materiais recicláveis de Guarujá do Sul, extremo oeste de Santa Catarina.

 

Trabalho! Que trabalho?

Lá vem seu Sebastião,

Homem capaz e trabalhador,

Que catando latinha

A reciclagem começou

Sozinho em sua casa

Logo um de seus filhos acompanhou

E papel também se coletou

E a reciclagem continuou

Salve 2006 onde o povo se sensibilizou

Escolas, Epagri, ONG’s, Igrejas e comerciantes

A consciência tomou

E a reciclagem continuou

De um e dois, em cinco chegou

Embora o pioneiro partiu,

Deixou sua marca de trabalhador

E em sua memória o grupo continuou

Em um galpão todos se reúnem

E lá partilham os grandes desafios

Depois da coleta nas ruas se faz a seleção

E a embalagem se faz junto com o chimarrão

Com a reciclagem se tira o ganha pão

Guarujá fica mais limpo

E todos se dão as mãos

Fazendo acontecer um grande mutirão

Na oficina de autogestão realizada durante o encontro de agosto, os participantes escreveram uma poesia sobre a importância da Economia Solidária na vida deles e também os desafios de produzir e viver de outra maneira em meio à competição do mercado.

Meus amigos prestem atenção,

em tudo o que vou lhes falar

nessa tal de Economia Popular.

A moda é costurar, desenhar e Inovar.

Mar o mercado não quer comprar,

A produção está difícil de vender,

Como é que vamos viver?

Com o nosso jeito de ser, crer e viver,

Nossa economia esta a acontecer.

Sentamos com nossos amigos,

Para uma solução encontrar.

Com nossos grupos unidos

Podemos ficar fortalecidos

E no mercado ficar conhecidos.

Fazer e refazer aquilo que você deixar de fazer.

Se o campo não planta, a cidade não janta.

Vamos catar, vamos reciclar, para a natureza cuidar.

Vamos plantar, vamos colher, para o povo ter o que comer.

Dentro da Economia Solidaria,

Você nunca está só!

Venha com a Cáritas,

Para viver um mundo melhor!

Por: Fernando Zamban, Morgana Rosso e Catarina de Faveri.