A Cáritas Filipinas estima que 9,5 milhões de pessoas foram afetadas pelo supertufão “Haiyan” que devastou o arquipélago na última sexta-feira (8). Uma imagem de devastação massiva está surgindo depois da passagem do tufão.

Além disso, mais de 3 milhões de pessoas estão em um raio de 30 quilômetros no percurso seguido por “Haiyan”, batizado localmente como “Yolanda”. Em toda a área o nível de destruição é máximo e as comunidades afetadas não têm acesso a água potável, comida e eletricidade.

Em Tacloban, cidade situada na ilha de Leyte, o nível do mar subiu quase 10 metros. Comunidades de migrantes internos assentados em condições não apropriadas são as mais afetadas e as que necessitam com maior urgência de ajuda imediata, segundo informações da igreja local.

O aeroporto da cidade está recebendo somente voos para a chegada de suprimentos de emergência. Mas muitas áreas ainda estão inacessíveis. As ilhas que registraram maiores danos foram Leyte e Samar e alguns relatórios indicam que o supertufão deixou, literalmente, uma faixa real de destruição por onde passou, incluindo Ormoc.

“É uma grande catástrofe, mas nosso plano de emergência já está em marcha”, disse o padre Edwin Gariguez, secretario executivo da Cáritas Filipinas-NASSA.

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Equipes de Cáritas chegam a Leyte de barco

Uma equipe da Cáritas Filipinas e membros da rede internacional da Cáritas presentes na região chegaram nesta segunda-feira (11) a ilha de Leyte para avaliar as necessidades mais urgentes. A Cáritas local planeja enviar equipes de avaliação de danos a várias dioceses pertencentes da Arquidiocese de Palo (em Leyte), a Borongan (em Samar Oriental), ao Vicariato Apostólico de Calapan e a São José Mindoro.

Água potável, produtos de higiene e limpeza, alimentos, remédios e abrigos, são, segundo o governo filipino, as prioridades imediatas, assim como a retirada dos escombros e o restabelecimento das comunidades.

A Cáritas irá coordenar seus esforços de ajuda com a colaboração das dioceses próximas com capacidade para fornecer os suprimentos de emergência.

Solidariedade do cardeal Maradiaga e do Papa Francisco

O presidente da Caritas Internationalis, cardenal Oscar Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, declarou que “nossas orações estão com o povo das Filipinas. Eles têm sofrido muitas catástrofes naturais, mas sempre com grande capacidade de recuperação e fé. O povo filipino pode contar com o apoio e suporte da Cáritas em todo o mundo.”

O Papa Francisco rezou pelas vítimas depois do Ángelus na Praça São Pedro. Ele propôs uma oração em silêncio e convidou os fiéis a rezarem uma Ave Maria. O Papa também animou os presentes a ajudar os irmãos e irmãs filipinas tanto com gestos concretos, como por meio de orações. O Papa Francisco enviou 150 mil dólares, através do Pontifício Conselho Cor Unum, para ajudar as vítimas do tufão “Haiyan”.

Plano urgente de resposta da Cáritas Filipinas

A Cáritas Filipinas já colocou em alerta as 96 dioceses de todo o país. Apesar da amplitude do impacto, as equipes da Cáritas Filipinas, junto com membros da rede internacional de Cáritas presentes no arquipélago, estão priorizando pessoas em algumas das regiões mais afetadas com o objetivo de fazer uma avaliação inicial de danos e identificar os setores da população que necessitam de assistência com mais urgência.

Rede Cáritas se mobiliza em solidariedade às vítimas

Greg Auberry, diretor regional da Cáritas Estadounidense, presente no país no momento da tormenta informou que “a dor causado por esse novo desastre é devastador. Agora mesmo estamos enviando barracas para cidade de Cebú para que sirvam de abrigo temporário a 8 mil famílias.”

A Cáritas Espanhola já enviou 200 mil euros para apoiar as ações de ajuda às vítimas na primeira fase da emergência.

por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional, com informações da Cáritas Espanha e Rádio Vaticana

Crédito da imagem: Veja