* Carla Lisboa

Mais de 1.600 delegados e 200 convidados participaram da II Conferência Nacional de Economia Solidária. Com o tema “Pelo direito de produzir e viver em cooperação de maneira sustentável”, o evento começou na quarta-feira (16) e terminou na sexta-feira (18). Na abertura, a vice-presidente da Cáritas Brasileira, Anadete Gonçalves Reis, falou sobre a importância da realização dessa conferência para a afirmação da luta pela economia solidária.

Anadete Reis representou as entidades de apoio e fomento à economia solidária, ou seja, os movimentos sociais e sindical, as universidades e a Igreja. No discurso de abertura, ela ressaltou a articulação dessas entidades para que as igrejas aprovassem a temática da Campanha da Fraternidade 2010 sobre economia e vida. Disse que essa articulação foi relevante por vários motivos, mas, principalmente, pelo fato de ter trazido para a sociedade a pauta da economia solidária.

Ela afirmou que, além da Cáritas, a população passou a conhecer também, por meio da Campanha da Fraternidade, esse novo modelo de economia. “Hoje, do Oiapoque ao Chuí, as famílias passaram a discutir a economia solidária no dia-a-dia. Elas sabem, por exemplo, que já é possível ter uma economia diferenciada dessa que existe hoje. Uma nova economia firmada em outras bases e em outros valores”, garante.

Anadete destacou que o próprio processo de discussão da temática da Campanha da Fraternidade trouxe em si a constituição do Fórum Nacional de Solidariedade, que, neste ano, será aplicado em projetos de empreendimentos solidários. “Isso é um gesto concreto da Campanha”, disse ela aos participantes.

Ao final do discurso, ela alertou para a necessidasde de o governo instituir o marco legal para a economia solidária. “É importante efetuarmos o mutirão de coletas de assinaturas para aprovação da lei de iniciativa popular de reconhecimento desse modelo de economia”, observou. O evento prosseguiu até a sexta-feira (18) com várias palestras e exposição de produtos das cooperativas e associações integrantes das redes de economia solidária.

Além do professor e secretário Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paul Singer, participaram da Mesa a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopez; o secretário executivo do MTE, Paulo Roberto Pinto; e os representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Humberto Oliveira; do Ministério da Ciência e Tecnologia, Roosevelt Tomé de Souza Filho; do Ministério da Cultura, Gustavo Vidigal; bem como o secretário Nacional de Articulação da Secretaria Geral da Presidência da República, Gerson Luis de Almeida Filho; o secretário Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia e representante do Fórum de Secretarias do Trabalho, Nilton Vasconcelos.

Também participaram da Mesa o superintendente Nacional da Caixa Econômica Federal, Roberto Barros; o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streith; o deputado federal e representante da Frente Parlamentar de Economia Solidária, Eudes Xavier; o presidente do Instituto Marista de Solidariedade (IMS), Vicente Falqueto; a representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), Rosana Pontes; o representante dos empreendimentos de economia solidária, Arildo Mota; e o representante da Rede Nacional de Gestores, José Carlos Gadelha.

*Assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira/ Secretariado Nacional