A distribuição justa da terra é uma questão fundamental para o desenvolvimento social e econômico do país. O processo no sentido de resolver as questões relacionadas a propriedade da terra é lento e envolve muitos interesses.

 

A Cáritas Diocesana de Rio do Sul vem desenvolvendo atividades com a população do Assentamento Miguel Fortes da Silva, conhecido anteriormente como Fazenda Mato Queimado, localizado no município de Taió.

A dificuldade do acesso e a burocracia são com certeza os maiores entraves para que as famílias possam melhorar as condições precárias que se encontram atualmente. Enquanto a questão da estrada não for solucionada, não é possível resolver o problema da falta de energia elétrica, do escoamento da produção e da escola para as crianças que precisam estudar fora do assentamento, haja vista que em dias de chuva se torna impossível esse trajeto, muitas crianças e adolescentes perderam o ano letivo de 2010 por não terem condições de chegar à escola.

No entanto, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelos assentados, todas as famílias já iniciaram as plantações e preparam a terra para o cultivo. Atualmente são diversas plantações e roças e a pecuária já pôde ser observada. A situação ainda não permite que os assentados sobrevivam da agricultura de subsistência e muitas famílias buscam empregos temporários em lavouras próximas.

As famílias do assentamento Miguel Fortes da Silva vêem na terra que ocupam um significado único, a partir desse pedaço de terra surge à esperança de uma vida digna.

Em todo processo de acompanhamento realizado até hoje é possível constatar uma realidade que é excluída dos meios de comunicação convencionais, normalmente não assistimos a programas que mostram o quão organizado e sério é o processo de assentamento de famílias e principalmente, a consideração com a população que através da luta por condições de vida digna não desistem e dão provas de superação, diante de todas as dificuldades encontradas.

 

Por Joseanair Hermes, da Cáritas Diocesana de Rio do Sul.