Diante de um clima quente, pela temperatura, pois a dias não chove regularmente em terras oestina, e quente no fervor das compras natalinas, dia D na cidade, ao lado do camelódromo, realizou-se nos dias 10 e 11 de dezembro, no salão Paroquial da Catedral de Chapecó mais uma feira de Economia Solidária.

Diante desta realidade pude sentir um forte desejo no fortalecimento de experiências de Economia Solidária. O desejo da partilha do novo, do contraditório, do reciclável, da nova forma de produzir, do novo jeito de consumir, do repensar uma nova forma de vida para o cidadão e para a natureza centrada na valorização do ser humano e não do capital.

Nestes dois dias de feira ficaram muitos desafios que os mais diferentes grupos que desejam o novo tem pela frente. Desafios relacionados a organização de grupos, a produção, a colmercialização, a visibilidade desta nova forma de economia. Por outro lado, pude perceber a diversidade criativa dos que conscientemente vão firmando-se nesta nova relação.

É importante perceber nestes eventos que a variedade ou diversidade de “produtos”, carinhosamente confeccionados, produzidos, manipulados ou expostos, estão carregados de cuidado, cheios de ternura, abastecidos de desejo de que algo possa ser desfrutado como inédito. É esta mistura de contadições que faz desta Experiência de Economia Solidária ser cada vez mais valorizada por aqueles que apostam em uma nova sintonia de vida – pessoa natureza, natureza e ser humano.

No símples olhar dos que lá estavam “expondo” se percebia a angustia de ver a sociedade que não vai ver, disperça entre o emaranhado das ofertas de bugigangas que o capital oferece expondo no camelódromo e nos mais variádos “templos e capelas” do capital amparadas, proclamadas pela polição sonora da propaganda. Penso que este elemento e ou ingrediente (a propaganda) é o que está faltando para a Economia Solidária. Se projetar no espaço público, na qual está inserida, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável; Termino dizendo – a Coca-Cola vende mais não porque fala mal de seus concorrentes, mas porque fala bem se si mesma. Faz propaganda valorizando o seu produto.

Parabêns aos heróis e heroinas de um Novo Tempo, de uma Nova Economia que além de sonhar com uma Nova Sociedade estão demostrando concretamente que isso é possível, envolvendo a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural, contrapondo-se as relações de trabalho e organização do capital tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida.

* Jaime Bianchi – Assessor do Dep. Estadual Padre Pedro Baldissera e membro da ASDI (Ação Social Diocesana – Chapecó).