Desde o final de 2008 o Estado de Santa Catarina vem sendo atingido freqüentemente por ventos, enxurradas, tornados, tempestades, chuvas de granizo, enchentes, alagamentos, etc. deixando milhares de pessoas desabrigadas. Daquele momento em diante, a Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina vem concentrando esforços para dialogar melhor com parceiros, governos e com as pessoas atingidas pelas catástrofes, entendendo melhor como funciona o Sistema Nacional de Defesa Civil e também para clarear qual é o papel da Rede Cáritas/SC na atuação em emergências.

Durante o Fórum da Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina, dia 10 de março, em Rio dos Cedros, Diocese de Blumenau, aconteceu o primeiro seminário temático para tratar da política de emergência da Cáritas e o sistema de Defesa Civil brasileiro. O objetivo deste seminário era aprofundar o conhecimento que as entidades-membro possuíam sobre emergências numa perspectiva de inserção mais ativa e propositiva junto aos espaços institucionais de resposta aos desastres. O Professor Marcos Ferreira debateu sobre a política de Defesa Civil e a o papel da sociedade na construção de uma Defesa Civil verdadeiramente civil. José Magalhães do Secretariado Nacional contribuiu com a reflexão sobre a política de emergências, guia e plano de atuação da Cáritas.

Com o indicativo de ações, para além do atendimento imediato, a Cáritas encaminhou alguns elementos para construção de planos de atuação em emergências destacando o protagonismo dos atingidos para que eles também participem da luta pelos seus direitos e principalmente uma condição mais digna de vida.

A Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina, através de projetos com cooperação internacional e fundos de coletas feitas no regional e nacional, atendeu 2012 famílias em 6 Dioceses do regional contabilizando uma ajuda de mais de 380 mil reais.

A partir do seminário, ainda permanecem alguns desafios a serem superados como a resposta imediata que a Cáritas dá às famílias, a gestão de recursos para o trabalho de emergências e ainda para o trabalho de prevenção e reconstrução da vida das pessoas que, geralmente, é abandonado pelo poder público.